Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite desta quarta-feira (7), um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. O imóvel abrigava a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), com laboratórios voltados a pesquisas nas áreas de fármacos, genética, informática e computação.
As chamas começaram por volta das 20h e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros. Ao longo da noite e da madrugada desta quinta-feira (8), oito viaturas atuaram no combate ao fogo, no rescaldo e na segurança da área. Não houve registro de feridos.
Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, o prédio armazenava equipamentos, amostras e dados de pesquisas científicas, incluindo trabalhos desenvolvidos ao longo de até 20 anos. Entre os estudos estavam pesquisas relacionadas a medicamentos e diferentes doenças. A estimativa inicial é de que o local reunisse cerca de R$ 100 milhões em equipamentos e materiais, embora a universidade ainda não tenha concluído o levantamento dos prejuízos.
O primeiro andar do edifício foi completamente destruído pelo fogo. No local trabalhavam estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado, além de pesquisadores. Parte dos laboratórios atingidos era utilizada para estudos envolvendo desenvolvimento de medicamentos, genética e outras áreas científicas.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas. A Polícia Federal informou que vai instaurar um inquérito e já enviou peritos ao campus para realizar exames no local e investigar as circunstâncias do ocorrido. O Corpo de Bombeiros também realizará os procedimentos técnicos necessários.
O incêndio ocorre poucos dias após outros dois episódios registrados na universidade. Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido por fogo. No domingo (4), outro incêndio ocorreu no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Nos dois casos, não houve vítimas.
Apesar do incêndio, a UFPE informou que as atividades acadêmicas da universidade estão mantidas normalmente. O prédio atingido permanece isolado enquanto as autoridades realizam as perícias e avaliam a extensão dos danos.
Importante: há relatos de possíveis ameaças recebidas por estudantes antes do incêndio, mas não há, até o momento, confirmação oficial de que o fogo tenha sido criminoso ou tenha relação com essas mensagens. A investigação deverá esclarecer a origem das chamas.
Fontes: Diario de Pernambuco, UOL/Agência Estado, Folha de S.Paulo e CBN Recife.







