A segurança pública foi um dos principais temas abordados por Eduardo Paes (PSD) durante uma agenda de campanha em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, nesta segunda-feira (24). O candidato ao governo do Rio de Janeiro afirmou que roubos e furtos estão entre as maiores preocupações da população fluminense e declarou que esses crimes aumentaram 50% no estado em comparação com o ano passado.
Paes também chamou atenção para a situação de São Gonçalo. Segundo ele, os roubos de veículos no município quase dobraram no período.
Como proposta para enfrentar o avanço da criminalidade, o candidato afirmou que pretende ampliar e redistribuir o efetivo policial a partir do mapeamento das chamadas “manchas criminais”, identificando os locais com maior concentração de ocorrências.
Paes promete novo modelo de patrulhamento
Durante a agenda, Eduardo Paes defendeu a criação de novos modelos de patrulhamento e afirmou que os policiais deverão receber informações mais detalhadas sobre as regiões onde os crimes acontecem com maior frequência.
“Vou criar um quadro de missão direcionado aos policiais, para que cada agente tenha informações sobre os locais com maior concentração de crimes e possa atuar de maneira mais estratégica”, afirmou.
A proposta apresentada pelo candidato tem como objetivo direcionar o policiamento para áreas consideradas mais críticas e aumentar a eficiência das ações de segurança.
Eduardo Paes critica Cláudio Castro e Douglas Ruas
Além das propostas para a segurança pública, Paes aproveitou a passagem por São Gonçalo para fazer críticas ao ex-governador Cláudio Castro e ao candidato Douglas Ruas (PL).
O prefeito do Rio afirmou que pretende lançar uma “campanha anti-bullying” em defesa de prefeitos que, segundo ele, teriam sofrido pressão política de integrantes do grupo ligado ao ex-governador.
Paes também destacou sua experiência de quatro mandatos à frente da Prefeitura do Rio e afirmou que, caso seja eleito governador, pretende manter uma relação próxima com os prefeitos dos municípios fluminenses.
Segundo o candidato, prefeitos ligados ao PL teriam procurado sua equipe de maneira discreta durante sua gestão por receio de possíveis retaliações políticas.
“Por vezes precisava me encontrar escondido com prefeitos aliados do PL, porque senão eles eram oprimidos”, declarou.
Candidato acusa gestão estadual de priorizar São Gonçalo
Paes também acusou a gestão estadual de tratar de forma diferente municípios administrados por grupos políticos adversários.
Como exemplo, mencionou a atuação de Douglas Ruas na Secretaria de Estado das Cidades. Segundo o candidato, a pasta teria concentrado investimentos em São Gonçalo, onde o pai de Douglas, Capitão Nelson, é prefeito, deixando outras cidades fluminenses em segundo plano.
“Parecia uma Secretaria das Cidades de São Gonçalo”, afirmou Paes.
As declarações sobre suposta concentração de investimentos e pressão política foram feitas pelo candidato durante a agenda de campanha e não representam, por si só, uma comprovação independente das acusações.
Paes promete parceria com os 92 prefeitos do RJ
Durante o encontro, Eduardo Paes afirmou que, se for eleito governador do Rio de Janeiro, pretende trabalhar em conjunto com os 92 prefeitos do estado, independentemente de partido ou alinhamento político.
São Gonçalo, segundo o candidato, terá atenção especial. Paes também citou um acordo firmado durante sua gestão na Prefeitura do Rio que prevê o repasse de R$ 300 milhões por ano ao município a partir de 2025.
“Se já firmei um acordo repassando R$ 300 milhões por ano para São Gonçalo a partir de 2025, imagina o que não farei por essa cidade quando for governador do Estado”, declarou.
Questionado sobre possíveis políticos de São Gonçalo que estariam apoiando sua candidatura sem tornar o apoio público, Paes preferiu não revelar os nomes.
“Não vou contar, é segredo!”, disse o candidato, aos risos.
Fonte: Agenda do poder





