O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proíbe de deixar o Brasil.
A informação foi divulgada pelo próprio parlamentar em suas redes sociais. Segundo Flávio, a abordagem ocorreu enquanto ele se deslocava para a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
No vídeo, o senador atribuiu a medida judicial a uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que teria defendido, durante uma entrevista, que Flávio deixasse o país caso fosse derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
Flávio também anunciou que pretende solicitar a cassação de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O senador alega uma suposta fraude nas urnas eletrônicas relacionada à prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF. A acusação apresentada pelo parlamentar não representa, por si só, comprovação de irregularidade eleitoral.
Investigações no STF
Flávio Bolsonaro é investigado em dois inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
Um dos procedimentos, sob relatoria de Alexandre de Moraes, apura suspeitas envolvendo a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A investigação examina uma possível ligação com operações de lavagem de dinheiro relacionadas a uma plataforma de apostas.
O segundo inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, investiga possíveis irregularidades envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produzido pela família Bolsonaro, e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Nesse procedimento, são apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas à origem dos recursos e à estrutura das operações utilizadas para financiar a produção audiovisual.
As investigações seguem em andamento, e as suspeitas mencionadas ainda dependem de apuração e eventual decisão judicial.






