A Polícia Federal abriu uma investigação após a apreensão de broches equipados com câmeras escondidas durante o primeiro turno das Eleições 2026, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A suspeita é de que os dispositivos pudessem ser utilizados para registrar o voto de eleitores na urna eletrônica.
O inquérito foi instaurado pela PF neste domingo (4), dia da votação. Os equipamentos haviam sido apreendidos pela Polícia Civil e posteriormente encaminhados à Polícia Federal para continuidade da apuração.
Dispositivo escondia câmera e bateria
Os objetos tinham aparência de broches eleitorais. Na parte frontal, havia o número de um candidato. Já na parte traseira, um adesivo escondia uma pequena câmera acompanhada de uma bateria.
Segundo a Polícia Federal, os equipamentos seriam, em tese, capazes de registrar em vídeo o momento em que o eleitor estivesse votando na urna eletrônica.
O material foi encontrado com um homem, que também teve o celular apreendido. Durante a ocorrência, ele optou por permanecer em silêncio.
Equipamentos passarão por perícia
Os broches e o aparelho celular serão submetidos à perícia técnica criminal. A análise deverá verificar se os dispositivos realmente funcionavam como câmeras, se havia imagens armazenadas e quais seriam as condições de utilização do equipamento.
A investigação também busca esclarecer como os broches foram distribuídos e se outras pessoas tiveram acesso aos dispositivos.
Até o momento, a Polícia Federal não informou se algum dos equipamentos chegou a ser utilizado dentro da cabine de votação para registrar efetivamente o voto de um eleitor.
Caso envolve suspeita de violação do sigilo do voto
A apuração busca determinar se os dispositivos foram preparados ou utilizados com a finalidade de registrar a escolha dos eleitores durante a votação.
O uso de equipamentos capazes de fotografar ou filmar o voto é proibido na cabine eleitoral, justamente para preservar o sigilo da escolha do eleitor.





