A prisão de Mia Montenegro durante a Operação Tela Falsa, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (3), provocou uma reação imediata do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Casa Civil informou que a servidora foi exonerada do cargo no mesmo dia da operação, com publicação da medida em edição extraordinária do Diário Oficial.
Segundo o governo estadual, Mia Montenegro havia sido nomeada durante a gestão anterior, período em que ainda não existiam os atuais procedimentos de compliance para nomeações no Poder Executivo do Rio de Janeiro.
Exoneração foi publicada após prisão
A decisão foi anunciada poucas horas após a prisão da servidora no âmbito da Operação Tela Falsa. O governo destacou que a exoneração ocorreu de forma imediata, reforçando o compromisso da administração estadual com os critérios atuais de controle e transparência na ocupação de cargos públicos.
Em comunicado, a Secretaria da Casa Civil ressaltou que a nomeação de Mia Montenegro aconteceu antes da implementação dos mecanismos de análise e verificação atualmente adotados pelo Executivo fluminense.
Governo do RJ destaca procedimentos de compliance
De acordo com a nota oficial, os procedimentos de compliance passaram a integrar o processo de nomeação de servidores e ocupantes de cargos no governo estadual apenas após a gestão em que ocorreu a indicação da servidora.
A publicação da exoneração em edição extraordinária do Diário Oficial reforçou a rapidez da resposta do governo diante da repercussão do caso.
“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Casa Civil, esclarece que Mia Montenegro, presa na manhã desta quarta-feira (03/06) durante a Operação Tela Falsa da Polícia Civil, foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, quando ainda não existiam os procedimentos de compliance para nomeações. A exoneração de Mia Montenegro será publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda nesta quarta-feira”, informou a Casa Civil em nota.
Operação Tela Falsa
Até o momento, o governo não divulgou detalhes sobre a investigação que resultou na prisão de Mia Montenegro. As informações sobre o caso seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que conduz a Operação Tela Falsa.
A exoneração ocorre em meio à repercussão da ação policial e amplia os desdobramentos do caso no âmbito da administração pública estadual.






