Motorista de app é brutalmente espancado após corrida de R$ 20 em São Gonçalo

Uma corrida de apenas R$ 20 terminou em violência extrema para um motorista de aplicativo de 43 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Mesmo sem reagir a uma suposta tentativa de assalto, ele foi retirado do carro e agredido com socos e chutes. Segundo a denúncia, os criminosos ainda usaram o crucifixo que ele carregava no pescoço para tentar asfixiá-lo.

O ataque aconteceu na Rua Francisco Campos, em Alcântara, na última sexta-feira (17), por volta das 17h40, logo após o motorista deixar uma passageira. O trajeto havia durado cerca de 11 minutos, em um percurso de pouco mais de 3 km.

De acordo com o relato da vítima, que preferiu não se identificar, a agressão começou logo após o fim da corrida.
“A dor no corpo é constante. Eu levantei as mãos, só queria preservar minha vida, mas eles não queriam saber disso, só queriam bater”, disse.

A esposa do motorista contou que dois homens se aproximaram do veículo, um de cada lado, anunciando o assalto. Mesmo com a vítima tentando entregar tudo sem reagir, ele foi puxado para fora do carro e espancado no chão.

As agressões só pararam quando um disparo foi feito para o alto por uma pessoa que passava pelo local. Os criminosos fugiram, e, mesmo ferido, o motorista conseguiu dirigir até encontrar ajuda.

Ele sofreu fraturas na clavícula e no polegar do pé direito, além de diversas escoriações. Após o resgate, foi levado ao hospital, onde ficou internado.

Morador do bairro Porto Novo, o motorista também enfrenta dificuldades financeiras após o ocorrido. Com o carro alugado e impossibilitado de trabalhar, ele relata preocupação com as despesas da casa e com o filho de 11 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista.

“O carro é alugado, pago por semana. Parado, não entra nada. Não consigo pagar conta, comprar comida, medicação. É desesperador”, afirmou.

A vítima disse ainda que nenhum pertence foi levado e que desconhece a motivação do ataque. A passageira que solicitou a corrida deixou o local sem prestar socorro.

O caso foi registrado na 72ª DP (São Gonçalo) como lesão corporal. O motorista realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Tribobó, e a Polícia Civil informou que investiga para identificar os responsáveis.

Procurada, a Uber informou que lamenta o ocorrido, classificou o caso como inaceitável e disse que a conta do usuário envolvido foi desativada. A empresa também afirmou que o motorista contará com o suporte do seguro oferecido pela plataforma e que está colaborando com as autoridades.

Fonte: Enfoco

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