Quem precisou dos serviços da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, no bairro Zé Garoto, em São Gonçalo, encontrou a unidade aberta, mas sem atendimento presencial nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7). A interrupção dos serviços deve se estender por mais alguns dias.
O motivo é o furto dos cabos da rede elétrica do prédio, ocorrido durante o último fim de semana. Sem energia, a unidade ficou impossibilitada de realizar atendimentos presenciais.
Segundo a Defensoria Pública, o crime foi identificado no início do expediente, quando servidores constataram a interrupção do fornecimento de energia. Um boletim de ocorrência foi registrado e, após uma vistoria técnica, foi verificada a necessidade de substituir toda a fiação elétrica do imóvel.
Com a falta de energia, a instituição informou que não há condições de funcionamento da unidade nem de permanência de defensores, servidores, estagiários e demais colaboradores no prédio.
Atendimentos são remarcados e usuários recebem orientação
Os usuários com agendamento para ações de pensão alimentícia estão sendo contatados pela Defensoria e poderão solicitar atendimento remoto por meio da assistente virtual MarIA, disponível no WhatsApp.
A instituição também informou que avalia medidas para reduzir os impactos da paralisação, incluindo a remarcação de atendimentos e o remanejamento temporário dos serviços para outras unidades. A previsão é que o fornecimento de energia seja restabelecido até o fim desta semana.
Moradores relatam transtornos
A suspensão do atendimento afetou moradores que buscavam serviços considerados urgentes.
Irani Ferreira contou que esteve na Defensoria na manhã desta terça-feira (7) para solicitar uma autorização judicial para a internação da irmã, que sofre com uma grave ferida na perna e corre risco de amputação.
“Cheguei por volta das 9h para tentar conseguir uma autorização da Defensoria para internar minha irmã, mas fui surpreendido com a informação de que não havia atendimento por causa do furto dos fios. Nossa cidade está abandonada. Até a Defensoria Pública virou alvo de criminosos. Fui orientado a procurar o Fórum de Santa Catarina”, relatou.






