Acolhimento, acesso a serviços públicos e oportunidade de trabalho têm ajudado Gilberto Montezi, de 45 anos, a reconstruir a própria vida em Maricá. Após perder praticamente todos os bens e a estabilidade financeira em decorrência de uma tragédia em Minas Gerais, ele chegou ao município e passou a ser acompanhado pela rede de assistência social.
Atualmente, Gilberto está temporariamente acolhido no abrigo de Itaipuaçu e trabalha em uma ONG de proteção animal, área com a qual já tinha afinidade.
“O acolhimento é o primeiro passo, mas nosso objetivo é que cada pessoa possa reconstruir sua autonomia e retomar seus projetos de vida. O acompanhamento da assistência social considera as necessidades de cada cidadão e busca articular os serviços e oportunidades disponíveis para que esse processo aconteça de forma gradual e com dignidade”, afirmou a secretária de Assistência Social e Cidadania, Dryene Tavares.
Formado e fluente em quatro idiomas, além do português, Gilberto conta que chegou a Maricá em um dos momentos mais difíceis de sua vida.
“Quando eu cheguei, estava sem chão. Perdi tudo, mas encontrei pessoas que me acolheram e me ajudaram a entender que eu ainda podia recomeçar”, relatou.
Trabalho e autonomia
Durante o acompanhamento realizado pela rede municipal, Gilberto encontrou uma oportunidade de trabalho em uma área pela qual já tinha interesse: a proteção animal.
“Eu gosto muito de trabalhar com os animais. É uma causa que eu abraço e que me faz muito bem. Hoje eu tenho um trabalho, tenho uma responsabilidade e tenho algo para levantar todos os dias e fazer”, afirmou.
O acompanhamento também inclui cuidados com a saúde. Gilberto possui uma condição que exige acompanhamento e encontrou no município acesso aos serviços necessários para dar continuidade ao tratamento.
O abrigo, segundo ele, representa uma etapa temporária enquanto busca conquistar independência e ter uma moradia própria.
“Eu penso em sair do abrigo, claro. Mas não para voltar para a rua. Quero sair daqui para ter a minha casa, o meu lugar, o meu cantinho. Quero poder construir uma vida novamente e ter um espaço que eu possa chamar de meu”, contou.
Gilberto afirma que pretende continuar trabalhando e cuidando da saúde até conseguir alugar o próprio imóvel.
“Tenho trabalho, cuido da minha saúde e tenho pessoas que me ajudam. Quero continuar caminhando até conseguir alugar minha casa. Esse é o meu objetivo”, finalizou.
Assistência social em Maricá
De acordo com a Prefeitura, a rede municipal de assistência social já contabilizou 84 superações em 2026. Atualmente, 90 pessoas estão acolhidas nos equipamentos do município.
O Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) também acompanha 79 usuários ativos, realizando busca ativa, escuta e acompanhamento de pessoas em situação de rua.
A atuação da rede busca oferecer não apenas acolhimento emergencial, mas também acesso a serviços, saúde, documentação, oportunidades de trabalho e outros encaminhamentos que possam contribuir para a retomada da autonomia.





