PF aponta que Cláudio Castro teria recebido caviar, aluguel e uso de mansão como vantagens ligadas à Refit

A Polícia Federal aponta que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro teria recebido vantagens indevidas em troca de favorecimentos à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Entre os benefícios citados pela investigação estão R$ 10,5 mil em caviar, o pagamento do aluguel de um imóvel na Barra da Tijuca e o uso de uma mansão em Petrópolis, onde teria sido construída uma adega avaliada em R$ 245 mil.

As informações constam em um relatório da segunda fase da Operação Sem Refino, cujo sigilo foi retirado na quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O documento serviu de base para a autorização de 16 mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, a operação investiga suspeitas de fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria. De acordo com a corporação, as licenças teriam sido concedidas “à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes”, além de haver suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao esquema investigado.

As investigações buscam esclarecer a atuação de grupos criminosos organizados e suas possíveis conexões com agentes públicos.

Vantagens citadas pela Polícia Federal

De acordo com o relatório, Cláudio Castro teria sido beneficiado por um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O ex-governador teria favorecido interesses do empresário Ricardo Magro, apontado pela PF como líder da organização criminosa investigada.

A Polícia Federal também afirma que mensagens encontradas em celulares apreendidos indicariam contato direto de Castro com responsáveis pela concessão de licenças ambientais.

Defesa nega acusações

Em nota, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros.

Sobre os imóveis citados na investigação, os advogados afirmaram que o imóvel onde Castro reside possui contrato regular de locação e pagamentos comprováveis. Segundo a defesa, a mansão utilizada em Petrópolis também era alugada e o contrato já foi encerrado.

Em relação ao caviar, a defesa informou que o episódio teria ocorrido mais de 30 dias após Castro deixar o Governo do Estado. Segundo os advogados, a encomenda havia sido feita por um amigo, e Castro apenas retirou os produtos em São Paulo para entregá-los, tendo consumido um deles com autorização do comprador.

A defesa também afirmou que os contatos entre Cláudio Castro e a Refit foram institucionais e que o ex-governador não praticou qualquer ato ilícito.

Com informações: Agência Brasil

Eco Notícias RJ

Veja mais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sobre nós

Olá, SOMOS A ECO NOTÍCIAS

Eco Notícias RJ: Portal regional de notícias confiáveis, ampliando voz cidadã e promovendo engajamento.

Notícias recentes

  • All Post
  • Cidades
  • Cultura
  • Economia
  • Esportes
  • Exclusivo
  • Geral
  • Meio Ambiente
  • Nenhuma categoria
  • Polícia
  • Política
  • Região dos Lagos
  • Turismo

Categorias

Edit Template

SOBRE NÓS

Eco Notícias RJ: Portal regional de notícias confiáveis, ampliando voz cidadã e promovendo engajamento.

RECENTES

  • All Post
  • Cidades
  • Cultura
  • Economia
  • Esportes
  • Exclusivo
  • Geral
  • Meio Ambiente
  • Nenhuma categoria
  • Polícia
  • Política
  • Região dos Lagos
  • Turismo