O governo do Rio de Janeiro realizou uma série de obras no bairro de Vista Alegre, em São Gonçalo, onde Douglas Ruas e sua mulher, Mariana Barbosa, investiram em terrenos. As melhorias aconteceram entre 2023 e 2024 e foram uma parceria do Executivo fluminense com a prefeitura de São Gonçalo, que é chefiada pelo pai do deputado, o prefeito Capitão Nelson.
Enquanto secretário de Cidades do Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas comprou seis terrenos em Vista Alegre. A compra foi realizada no dia 30 de novembro de 2023 e está em nome da Saur Terraplanagem e Construção, empresa em que o deputado detém 90% das cotas societárias.
Apesar do candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro ter afirmado que os terrenos foram comprados após as obras e que pagou valores que “refletiam a nova realidade imobiliária do bairro”, as redes sociais não seguem a mesma linha do tempo
Em junho de 2024, oito meses após comprar os terrenos, o próprio Douglas Ruas postou um vídeo em suas redes sociais afirmando que estava “conferindo os últimos ajustes” das obras em Vista Alegre. Na publicação, o então secretário de Cidades e agora candidato do PL afirmou que a revitalização era uma parceria da pasta com a prefeitura de São Gonçalo.
Em abril daquele ano, seu pai, o prefeito Capitão Nelson, fez uma publicação sobre a revitalização nas ruas do bairro e agradeceu ao filho, como chefe da Secretaria Estadual de Cidades. Uma das ruas que foi asfaltada, segundo a publicação, foi a Itaporanga, justamente onde Douglas Ruas comprou os terrenos.
O plano de obra foi, inclusive, feito por Douglas Ruas quando ele era secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais de São Gonçalo e foi custeado pelo dinheiro da concessão da Cedae. Douglas Ruas assumiu a Secretaria de Cidades do governo do Rio de Janeiro em setembro de 2023. Um release da pasta, do final de 2024, afirmou que foram investidos mais de R$ 34 milhões nas obras em Vista Alegre.
Em nota, Douglas Ruas disse que “os terrenos da rua Itaporanga foram adquiridos pela construtora Saur em 16 de novembro de 2023, quando as obras realizadas pela prefeitura já estavam concluídas. A empresa, portanto, pagou pelos terrenos valores que refletiam a nova realidade imobiliária do bairro”.
Com informações: Metrópoles





