O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu veículo durante o cumprimento de mandados da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7). Canella é investigado por suspeita de atuar como braço político de um grupo investigado por utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavagem de dinheiro.
Canella é apontado como pré-candidato ao Senado com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Douglas Ruas.
Pela manhã, enquanto os agentes cumpriam 19 mandados de busca e apreensão, Canella foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal, no Centro do Rio de Janeiro, para prestar esclarecimentos.
De acordo com a Polícia Federal, a organização investigada teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Além de Márcio Canella, a operação também teve como alvos o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil; o ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, citado pela CPI das Milícias e condenado por homicídio e associação criminosa; e o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, que integrou a equipe de Marcus Amim em diferentes delegacias.
A investigação prossegue para apurar a atuação do grupo e a participação dos envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro.







