Quase um mês após sobreviver a uma brutal tentativa de feminicídio em São Gonçalo, a empresária Bruna Dias, de 40 anos, viveu um momento de forte emoção nesta segunda-feira (22). Internada no Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), ela reencontrou os dois médicos que participaram diretamente do atendimento que salvou sua vida após o ataque.
Em lágrimas, Bruna agradeceu ao cirurgião-geral Rafael Calazans e ao anestesiologista Renato Rodrigues, profissionais que atuaram nos primeiros procedimentos de emergência logo após sua chegada à unidade hospitalar.
“Muito obrigada!”, disse a empresária emocionada durante o encontro.
Bruna segue internada e passará por nova cirurgia
Após permanecer quase uma semana no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Bruna continua internada na clínica médica do HEAT. Ela aguardava liberação das equipes de neurocirurgia e cardiologia para realizar uma cirurgia na mão, lesionada durante a tentativa de defesa contra o agressor.
O procedimento foi agendado para esta terça-feira (23). Segundo os médicos, um dos tendões da mão foi rompido durante o ataque.
“Só tenho a agradecer a Deus por estar viva. Em seguida a todos os médicos e à equipe do hospital. Não vejo a hora de voltar para casa, ficar com meus filhos e minha família. Mas esse momento ruim está chegando ao fim”, afirmou.
Empresária foi esfaqueada pelo marido
O caso aconteceu após uma discussão entre Bruna e o marido, que também era seu sócio em um estabelecimento comercial localizado no bairro Jardim Alcântara, em São Gonçalo.
Segundo as investigações, o agressor desferiu diversos golpes de faca contra a vítima, principalmente na região do pescoço. Ao todo, foram registradas nove perfurações.
A empresária chegou ao hospital em estado grave, precisou ser entubada e ainda enfrenta sequelas, incluindo comprometimentos no lado direito do rosto.
Suspeito foi preso durante operação policial
O principal suspeito do crime, Paulo Victor Ferreira da Silva, foi preso na última sexta-feira (17) por agentes da 74ª DP (Alcântara), durante a Operação Integrada Mulher Segura.
Bruna criticou a situação após a prisão do acusado e cobrou mudanças na legislação.
“Ele tentou me matar e fugiu. No dia seguinte se apresentou na delegacia e foi solto após o flagrante. Temos que mudar essas leis. É muita impunidade”, declarou.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil como tentativa de feminicídio.






