Padre que atuava em Saquarema é afastado pela Arquidiocese de Niterói após repercussão de denúncias envolvendo jovens e crianças

A Arquidiocese de Niterói anunciou o afastamento do padre Ademar Pimenta após a repercussão de denúncias de supostos comportamentos inadequados envolvendo crianças e jovens. O religioso atuava na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Saquarema, onde participava de celebrações e atividades pastorais de forma eventual.

O caso ganhou grande repercussão após a divulgação de uma carta aberta publicada pela catequista Laura Gabriela e direcionada à comunidade paroquial. No relato, ela descreve episódios que teriam envolvido constrangimentos, humilhações públicas e abordagens consideradas inadequadas por parte do sacerdote.

Segundo a denúncia, as situações ocorreriam em diferentes ambientes da vida pastoral, incluindo encontros com fiéis, homilias e momentos de confissão espiritual. Os relatos apontam ainda para comentários considerados impróprios e comportamentos que teriam causado desconforto entre crianças, jovens e familiares.

A catequista afirma que as denúncias já haviam sido apresentadas à liderança da igreja meses antes da repercussão pública, mas que nenhuma medida efetiva teria sido adotada. A publicação, feita no último dia 29, provocou ampla mobilização nas redes sociais e levou outros frequentadores da comunidade a relatarem experiências semelhantes.

A repercussão se intensificou após a participação do padre nas celebrações de Corpus Christi. Em comentários publicados na internet, ex-integrantes de comunidades religiosas afirmaram que denúncias semelhantes já circulavam há meses e que situações parecidas teriam ocorrido em outras cidades por onde o sacerdote passou ao longo de sua trajetória religiosa.

Em nota oficial, a Arquidiocese de Niterói informou que Ademar Pimenta não exerce ofício eclesiástico desde abril de 2019 e que sua atuação ocorria apenas mediante convite ou necessidade eventual das paróquias.

A instituição também informou que o afastamento do religioso foi determinado para permitir a continuidade de um tratamento de saúde. Até o momento, a Arquidiocese não informou se foi instaurado algum procedimento interno para apurar as denúncias divulgadas publicamente.

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