A violência armada segue em alta na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado, São Gonçalo já contabiliza 63 tiroteios em 2026, ocupando o segundo lugar no ranking de ocorrências.
O cenário de insegurança se reflete em diferentes áreas do estado. Na madrugada desta terça-feira (31), uma perseguição policial em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, terminou com três homens mortos e um policial militar ferido.
De acordo com o instituto, a Região Metropolitana já atingiu a marca de 500 tiroteios registrados apenas nos primeiros meses do ano. Desse total, 46% ocorreram durante ações policiais, somando 232 casos.
O registro de número 500 aconteceu na manhã de segunda-feira (30), no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, quando um morador foi baleado durante uma operação. Na noite anterior, outra ação policial deixou cinco pessoas feridas na Gardênia Azul, na capital.
No total, os tiroteios deixaram pelo menos 438 pessoas baleadas em 2026. Destas, 244 morreram e 194 ficaram feridas. Somente em ações policiais, foram 114 mortos e 104 feridos, representando 26% dos casos.
A capital fluminense concentra a maior parte das ocorrências, com 314 tiroteios — o equivalente a 63% do total. Em seguida aparecem:
- São Gonçalo: 63 tiroteios
- Niterói: 31 tiroteios
- Duque de Caxias: 24 tiroteios
- São João de Meriti: 17 tiroteios
Entre as regiões mais afetadas, a Zona Norte do Rio lidera com 177 registros, seguida pelo Leste Metropolitano (104) e pela Baixada Fluminense (82).
Os dados reforçam o avanço da violência armada no estado e o impacto direto na rotina da população, especialmente em áreas com maior concentração de operações policiais e confrontos.






