A escolha do próximo governador do Rio de Janeiro será feita por eleição indireta na Alerj, após a renúncia de Cláudio Castro (PL). A decisão segue determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ocorre em meio à crise política no estado.
Como será a eleição indireta no Rio de Janeiro
A definição do novo chefe do Executivo estadual ficará nas mãos dos 70 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que atuarão como um colégio eleitoral em sessão extraordinária.
Esse modelo é adotado quando há vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, situação atual do estado, que está sem vice desde 2025.
O eleito assumirá um mandato-tampão, governando até 31 de dezembro de 2026.
Por que a eleição não será direta?
A dúvida sobre o formato da eleição surgiu após o TSE declarar Cláudio Castro inelegível por oito anos, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Diante desse cenário, o governador em exercício, Ricardo Couto, consultou a Corte Eleitoral para definir se haveria eleição direta ou indireta.
O TSE esclareceu que, mesmo com a condenação, o caso se enquadra como vacância por motivo não eleitoral, o que mantém a regra de eleição indireta, conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Quem está no comando do governo atualmente
Com a saída de Castro e o afastamento do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o governo do estado está sendo comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Ricardo Couto.
Prazo e data da votação
Pela legislação estadual, a eleição deveria ser convocada em até 48 horas após a renúncia, prazo que já havia se encerrado.
Após a decisão do TSE, a convocação deve ser feita imediatamente.
A expectativa é que a votação aconteça no dia 22 de abril, quando os deputados escolherão o novo governador do estado.






