O que começou como uma medida temporária de segurança em 2010 tornou-se um pesadelo crônico para moradores da Rua Marechal Floriano Peixoto, no bairro Covanca. Duas residências interditadas pela Defesa Civil Municipal há mais de uma década continuam sem uma solução definitiva por parte da Prefeitura de São Gonçalo, gerando medo e novos transtornos a cada temporal.
A situação atingiu um ponto crítico durante as recentes chuvas que atingiram a cidade. Segundo relatos da vizinhança, o solo encharcado e a falta de intervenções estruturais nas encostas fizeram com que o caos se instalasse novamente na rua. O caso mais dramático foi o de uma senhora de 90 anos, que precisou ser removida às pressas de sua casa por familiares devido ao risco iminente de novos deslizamentos.
“O problema começou em 2010. Entra governo e sai governo e não tem solução. A cada dia a situação piora”, desabafa uma moradora que prefere não se identificar.
Risco de efeito dominó
O temor principal é que a negligência com os imóveis já condenados acabe afetando as casas vizinhas. De acordo com os residentes, rachaduras e movimentações de terra têm sido observadas em terrenos adjacentes, indicando que a área de risco está se expandindo.
A Defesa Civil de São Gonçalo emite alertas frequentes de risco de deslizamento para a região em períodos de chuva forte, orientando que os moradores fiquem atentos a sinais como inclinação de postes e barulhos no solo. No entanto, para quem vive na Covanca, o “alerta” já não basta; eles exigem obras de contenção ou o desfecho do processo de interdição que se arrasta por gestões.
Até o momento, a prefeitura não havia detalhado cronogramas de obras de contenção específicas para o trecho crítico da Covanca ou o status do auxílio-habitacional para as famílias das casas interditadas.
Em caso de emergências, os moradores devem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.






