O governo federal já liberou o implante subdérmico anticoncepcional de longa duração em quatro unidades de saúde de São Gonçalo: clínicas municipais gonçalense do Mutondo e Colubandê, Polo Sanitário Augusto Sena, em Rio do Ouro; e Unidade de Saúde da Família (USF) Luís Carlos Prestes, em Santa Catarina.
Sem muitas restrições, o implante é colocado sob a pele no braço e libera o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos. Ele é indicado para mulheres em idade reprodutiva com dificuldade com outros métodos contraceptivos e contraindicação a estrogênios. De acordo com o governo federal, ele poderá ser colocado em mulheres de 14 a 49 anos que não estejam grávidas. Não é necessário exames prévios para as pacientes elegíveis.
Para ter acesso, as gonçalenses devem procurar as USFs, clínicas ou polos sanitários mais próximos de suas residências e solicitar o agendamento para o implante anticoncepcional. Se a paciente estiver dentro das indicações para o contraceptivo, elas terão que realizar o Planejamento Familiar e serão inseridas na fila da Central de Regulação
As pacientes em situação de vulnerabilidade de saúde terão prioridade na fila da Central de Regulação para o agendamento. São aquelas que convivem com o HIV, fazem tratamento para hanseníase, com problemas psiquiátricos com laudos e as que estão no período de pós-parto e aborto. O método é contraindicado para quem tem câncer de mama, trombose ou doença hepática grave, exigindo consulta médica detalhada para avaliação de histórico e exames.
O anticoncepcional pode ser retirado a qualquer momento, antes do prazo de três anos de duração, e a fertilidade retorna normalmente. O método é considerado eficaz no planejamento reprodutivo, reversível e seguro. Ele impede a ovulação e dificulta a fecundação. Outra vantagem é não depender do uso diário de pílulas, como os anticoncepcionais orais.
O SUS também oferece outros métodos contraceptivos: preservativos externo e interno (camisinhas), DIU, anticoncepcionais orais e injetáveis.






