Uma criança que sofreu uma fratura no braço ao cair andando de skate, no centro de São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos, recebeu uma tala provisória de papelão na Unidade de Pronto Atendimento do município. O local, segundo familiares, não tinha ortopedista nem material para engessar o membro lesionado.
De acordo com os relatos, após o acidente, a criança foi levada até a UPA em uma viatura da Polícia Militar. No local, passou por exame de raio-x, que confirmou a fratura. No entanto, os responsáveis foram informados de que não havia médico ortopedista disponível para realizar o procedimento adequado.
Diante da situação, profissionais de saúde confeccionaram a tala provisória com o objetivo de imobilizar o braço e reduzir os riscos até que o paciente pudesse receber atendimento especializado.
O tratamento só ocorreu no dia seguinte, quando a criança foi encaminhada ao pronto-socorro do município, onde o braço foi engessado.
O médico de trauma e ortopedista Márcio Carpi, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), explicou que o procedimento adotado é aceitável em situações emergenciais, mas alertou para possíveis riscos em casos de demora excessiva.
“Imobilização com material alternativo pode ser feito, se não há material adequado. É melhor do que não fazer nada. Quanto a demora de um dia, de modo geral, não prejudica. Mas, isso vai depender do tipo e local da fratura”, explica.
Em nota, a Fundação Saúde informou que a UPA de São Pedro da Aldeia não oferece atendimento especializado em Ortopedia. “A gestão vai apurar os fatos com rigor e agilidade e reitera o compromisso de oferecer assistência em saúde de qualidade à população atendida nas unidades da rede”, afirma.






