O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Washington Quaquá, fez um apelo público pela pacificação política do Brasil e criticou o que classificou como um clima permanente de guerra política no país. Em declaração de tom conciliador, o dirigente afirmou que, mesmo após as festas de fim de ano, o noticiário nacional continua dominado por conflitos, polarização e disputas institucionais.
Segundo Quaquá, o centro da crise política tem se deslocado para o Supremo Tribunal Federal (STF), com ataques direcionados ao ministro Alexandre de Moraes e episódios envolvendo instituições financeiras, como o Banco Master. Para o prefeito, esse ambiente de confronto constante impede o avanço do país e reforça uma lógica de perseguição política.
O vice-presidente do PT criticou a tentativa de transformar a política e o espaço público em arenas criminais, alertando que o Brasil não conseguirá progredir enquanto prevalecer a ideia de que todos devem perseguir todos. Na avaliação de Quaquá, esse cenário gera desconfiança generalizada entre instituições, lideranças políticas e diferentes setores da sociedade.
Quaquá defendeu a necessidade de entendimento entre o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional, o governo federal e o sistema de Justiça. Para ele, somente uma articulação efetiva entre os Poderes será capaz de tirar o país do impasse atual e permitir a retomada de um projeto nacional baseado em desenvolvimento econômico, distribuição de renda e justiça social.
Embora tenha ressaltado a importância do combate ao crime e às ilegalidades, o prefeito de Maricá afirmou que o Brasil precisa, acima de tudo, de paz política e institucional. Ele defendeu a união de forças em torno de um projeto comum que contribua para a redução das desigualdades e para a criação de um ambiente mais estável, favorável a investimentos e à implementação de políticas públicas.
Ao abordar o cenário eleitoral, Quaquá destacou que 2026 deve ser um momento de união nacional. Ele declarou apoio a um novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando o petista como uma liderança capaz de reunificar o país e encerrar um ciclo de confrontos que, segundo ele, tem causado prejuízos ao desenvolvimento do Brasil.






