O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, começa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10 e representa um aumento de 6,79%, o equivalente a R$ 103 em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.518.
O novo valor foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado no cálculo anual do salário mínimo. Em novembro, o INPC registrou variação de 0,03% e acumulou alta de 4,18% nos últimos 12 meses.
Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste do salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. O impacto considera efeitos diretos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo em um contexto de maior rigor fiscal.
Como é feito o cálculo
A política de valorização do salário mínimo prevê duas correções: a reposição da inflação medida pelo INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior, que foi de 4,18%, e um ganho real baseado no crescimento da economia de dois anos antes.
Em 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, confirmando crescimento de 3,4%. No entanto, o arcabouço fiscal estabelece que o aumento real acima da inflação fique limitado a um intervalo entre 0,6% e 2,5%.
Com a aplicação dessa regra, o salário mínimo calculado para 2026 chegaria a R$ 1.620,99. Conforme previsto em lei, o valor é arredondado para cima, resultando nos R$ 1.621 agora em vigor.






