Profissionais da Atenção Primária de Maricá participaram, nesta quarta-feira (05/11), de uma oficina de atualização em auriculoterapia realizada no auditório da Secretaria de Saúde, no Centro. A capacitação reuniu fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e agentes comunitários de saúde, com o objetivo de qualificar o uso da técnica nas Unidades de Saúde da Família (USF) e ampliar as possibilidades de cuidado integral oferecidas à população.
A auriculoterapia é uma prática de origem chinesa que utiliza pontos específicos da orelha para ajudar no tratamento de condições como ansiedade, insônia, dores crônicas, hipertensão, diabetes e tabagismo, além de auxiliar em ações voltadas para saúde mental e cuidado com gestantes.
Em Maricá, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são oferecidas desde 2018, principalmente na Atenção Primária, conforme o Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PMPICS), previsto na Lei Municipal nº 2.988.
Ao longo de 2025, duas turmas de profissionais já foram formadas em auriculoterapia, incluindo equipes do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e do Centro de Reabilitação Ambulatorial e Domiciliar (CRAD). A previsão é que novas turmas sejam abertas em 2026, ampliando o acesso à técnica na Rede de Atenção à Saúde (RAS).
“Investir em formação é investir na qualidade do atendimento”
O secretário de Saúde, Marcelo Velho, destacou o impacto da qualificação contínua.
“A auriculoterapia amplia as possibilidades terapêuticas e fortalece um cuidado mais humanizado. Investir na formação dos profissionais significa melhorar diretamente a qualidade do atendimento à população”, afirmou.
A oficina foi conduzida pela fisioterapeuta Cláudia Mello, que reforçou a importância das práticas integrativas no SUS local.
“É uma medicina milenar que complementa a medicina convencional e ajuda a prevenir doenças, reduzir sintomas e evitar sobrecarga no sistema público de saúde”, explicou.
A coordenadora do Núcleo de Educação Permanente em Saúde, Danielly Tomé, destacou que a oficina responde às demandas das unidades de saúde:
“A atualização garante que os profissionais se sintam preparados para oferecer essa prática, que vem sendo muito bem aceita pela população.”
Profissionais destacam benefícios no dia a dia
Para quem participou, o encontro também foi um espaço de troca de experiências.
A enfermeira Laura Graziella Ramos, da USF São José II, ressaltou a importância do aprendizado:
“Essa atualização nos ajuda a enxergar novas possibilidades terapêuticas para atender melhor nossos pacientes.”
Já a assistente social Amanda Mendonça reforçou os ganhos no cuidado integral:
“As práticas integrativas reduzem danos e muitas vezes evitam o uso desnecessário de medicamentos. Capacitações como essa fortalecem um atendimento mais humano e eficiente.”






