O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu que Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, assumirá a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI). A mudança ocorrerá após a saída da ministra Gleisi Hoffmann (PT), que deixará o cargo no fim de março para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
A confirmação foi feita pela própria Gleisi. A Secretaria de Relações Institucionais é uma das pastas mais estratégicas do governo federal, responsável pela articulação política com o Congresso Nacional, diálogo com líderes partidários e construção da base de apoio no Legislativo.
Nome de confiança de Lula
Olavo Noleto é considerado um quadro de confiança do presidente Lula. Ele já ocupou o cargo de secretário-executivo da SRI durante a gestão de Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, e tem experiência direta na condução de negociações políticas no Palácio do Planalto.
Atualmente à frente do Conselhão, Noleto ainda não tem substituto definido no colegiado, que reúne representantes da sociedade civil, empresários, trabalhadores e movimentos sociais para debater políticas públicas e estratégias de desenvolvimento sustentável.
Reforma ministerial e eleições de 2026
A mudança faz parte do processo de reforma ministerial anunciado por Lula. O presidente já afirmou que, a partir de março, haverá uma verdadeira “revoada” na Esplanada dos Ministérios, com a saída de ministros que pretendem disputar as eleições de 2026.
Pela legislação eleitoral, abril é o prazo-limite para que ocupantes de cargos públicos se desincompatibilizem caso queiram concorrer no próximo pleito. Um levantamento aponta que ao menos 21 dos 38 ministros devem deixar o governo para disputar cargos como Senado, Câmara dos Deputados e governos estaduais.
Além de Gleisi Hoffmann, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, também é cotado para deixar o cargo e concorrer ao Senado pela Bahia, o que deve provocar novas mudanças na estrutura do governo federal nos próximos meses.






