O governo de Cláudio Castro (PL) oficializou a criação do Programa Sentinela, uma iniciativa de monitoramento por inteligência artificial que prevê a instalação de mais de 200 mil câmeras em todo o estado do Rio de Janeiro ao custo de 2 bilhões de reais. O projeto é apresentado como a maior rede de controle da América Latina, utilizando tecnologias de reconhecimento facial e leitura de placas para combater a criminalidade.
No entanto, a medida gera críticas e questionamentos sobre as reais prioridades da gestão:
Oportunismo Eleitoral: Críticos apontam que o anúncio de um investimento vultoso de R$ 2 bilhões ocorre justamente em um ano estratégico para a política, sugerindo que a preocupação com a segurança pública — que tem sido um gargalo histórico e crítico em seu governo — surge como uma vitrine para as urnas. Mas será que o projeto sairá do papel até as eleições de outubro?
Custo Elevado e Gestão: O montante bilionário será retirado de diversas fontes, incluindo o Fundo Soberano e o Fundo de Segurança Pública. Questiona-se se o gasto em tecnologia de ponta surtirá efeito sem o devido investimento em inteligência policial humana e na valorização das polícias, que enfrentam crises de infraestrutura.
Privacidade e Eficácia: A implementação de reconhecimento facial em larga escala é alvo de debates sobre a privacidade dos cidadãos e a eficácia real dessas câmeras em impedir crimes violentos em áreas já dominadas pelo crime organizado, onde o estado muitas vezes não consegue entrar apenas com tecnologia.
As primeiras instalações estão previstas para Copacabana e Belford Roxo. Detalhes adicionais sobre o programa e o cronograma podem ser consultados no site oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro.







