A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) já se movimenta nos bastidores para uma eleição indireta de governador, diante da expectativa de que Cláudio Castro (PL) renuncie ao cargo nos próximos três meses para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026.
O bloco formado pelo PL e pela Federação União Progressista (União Brasil e PP) reúne atualmente 33 dos 70 deputados estaduais, ficando a apenas três votos da maioria absoluta necessária para eleger o governador que comandará o estado em um mandato-tampão até dezembro de 2026.
Douglas Ruas surge como principal nome da base governista
Nos cálculos da base aliada, o nome mais forte para a sucessão é o de Douglas Ruas, atual secretário das Cidades do governo estadual. Filho do prefeito de São Gonçalo, Ruas conta com o apoio de lideranças influentes do campo conservador, como Altineu Côrtes e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Além de despontar como favorito na eleição indireta, Douglas Ruas também é cotado para ser o candidato do PL ao governo do Rio nas eleições diretas de outubro de 2026, o que reforça seu peso político no atual cenário.
Outros nomes em disputa e articulações da oposição
Apesar de apoiar publicamente Douglas Ruas, Cláudio Castro ainda demonstra preferência por Nicola Miccione, atual chefe da Casa Civil. No entanto, esse nome perdeu força nas últimas semanas diante das articulações partidárias e da correlação de forças dentro da Alerj.
No campo da oposição, o PT trabalha para viabilizar a candidatura de André Ceciliano, ex-presidente da Alerj. A estratégia é fortalecer o palanque do presidente Lula no Rio de Janeiro, ampliando a presença do partido no cenário estadual às vésperas do pleito de 2026.
Pressão partidária deve pesar na votação
Com o calendário eleitoral se aproximando, cresce a pressão das direções partidárias sobre os deputados estaduais. Parlamentares que desobedecerem à orientação oficial de seus partidos na eleição indireta podem sofrer sanções políticas, como perda de recursos de campanha, tempo de legenda e apoio à reeleição.
Nos bastidores, o recado é direto: a decisão passa menos pela vontade individual dos deputados e mais pela força das estruturas partidárias, que buscam manter coesão e controle do processo sucessório.
Mandato-tampão até 2026
O governador eleito de forma indireta pela Alerj terá a missão de administrar o Estado do Rio de Janeiro em um mandato provisório, válido até dezembro de 2026, quando o cargo voltará a ser definido pelo voto direto da população.






