Durante seu décimo discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as Nações Unidas vivem um dos momentos mais críticos de sua história. Segundo ele, a credibilidade da organização “nunca esteve tão baixa”, diante de conflitos, extremismo e disputas entre grandes potências.
Lula defendeu o multilateralismo, a democracia e a negociação como caminhos para a resolução de conflitos. “A guerra não é a continuação da política por outros meios. É a falência total da política”, declarou.
O presidente também fez uma defesa de patrimônios e recursos estratégicos brasileiros, como o Pix, a Amazônia e as terras raras. Sobre o sistema de pagamentos, afirmou que o Brasil não deve ceder a pressões para sua privatização.
Na área ambiental, Lula destacou ações de combate ao desmatamento e defendeu investimentos em energia limpa e na preservação das florestas.
Outro tema abordado foi a necessidade de regulamentar as big techs e a inteligência artificial. Lula também criticou o crescimento das apostas online e afirmou que as chamadas bets têm contribuído para o endividamento de famílias.
O presidente ainda citou o ECA Digital, legislação voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, e defendeu medidas para garantir a remuneração de artistas e criadores de conteúdo.






