O ato que marcou o início oficial da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, realizado neste domingo (16), na Praia de Copacabana, chamou atenção não apenas pela presença de aliados, mas também pela ausência de importantes nomes da política fluminense.
Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Márcio Canella não participaram do evento que reuniu apoiadores e lideranças do PL no Rio de Janeiro.
A ausência de Cláudio Castro ocorre em meio às mudanças no cenário político do Rio. O ex-governador deixou o cargo em abril e teve sua situação eleitoral afetada após ser declarado inelegível pela Justiça Eleitoral.
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e ex-deputado estadual, também não participou do ato. Cassado pelo TSE e afastado da política institucional, Bacellar enfrenta ainda uma situação judicial delicada. Em agosto, o ministro Alexandre de Moraes votou pelo recebimento de denúncia da PGR contra o ex-deputado, acusado de supostamente obstruir investigações relacionadas ao Comando Vermelho. O julgamento ainda não foi concluído.
A ausência de Márcio Canella no ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana também tem um peso político considerável. Ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio, Canella chegou a ser um dos principais nomes apoiados por Flávio para a disputa ao Senado.
A situação, porém, mudou completamente após Canella ser preso em flagrante pela Polícia Federal, em julho, durante a Operação Unha e Carne. Os agentes encontraram um fuzil calibre .556, de uso restrito, em um de seus veículos. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça.
Segundo a Polícia Federal, Canella é investigado em um esquema que teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis. A investigação apura suspeitas de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal. Canella nega as acusações.
Mas, apesar da tentativa de demonstrar força, o evento também escancarou um problema para a campanha: nem todas as lideranças que já estiveram ao lado do grupo permanecem no mesmo palanque.






