A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou, nesta quinta-feira (14), a prisão de Marcos Antônio da Silva, acusado de cometer o crime de estupro de vulnerável. O homem estava foragido da Justiça do Espírito Santo desde 2021 e foi localizado em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, durante as diligências da Operação Caminhos Seguros. A ação foi coordenada por agentes da 126ª DP (Cabo Frio), que utilizaram dados de inteligência fornecidos pelo setor de capturas da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro para traçar o paradeiro do suspeito.
De acordo com as investigações e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Marcos Antônio é acusado de praticar atos libidinosos e conjunção carnal contra uma criança por um período de quatro anos. Os abusos teriam começado quando a vítima tinha apenas 9 anos de idade e se estenderam até que ela completasse 13 anos. Diante da gravidade dos fatos e da fuga do acusado para o estado vizinho, um mandado de prisão preventiva havia sido expedido pelas autoridades capixabas, permanecendo em aberto até a intervenção policial desta semana.
Para garantir o sucesso da captura, os agentes fluminenses realizaram um monitoramento discreto nas imediações do local onde o foragido se escondia. A estratégia foi adotada para evitar que qualquer movimentação atípica alertasse o alvo, possibilitando uma nova tentativa de fuga. Após a confirmação da identidade e da localização exata, os policiais realizaram a abordagem e deram voz de prisão sem que houvesse resistência. A Polícia Civil enfatizou que o êxito da operação é fruto de um trabalho integrado entre diferentes forças de segurança, visando aumentar a eficácia no cumprimento de mandados e garantir que criminosos de alta periculosidade sejam retirados de circulação.
Após a detenção, Marcos Antônio da Silva foi conduzido à sede da delegacia de Cabo Frio para os procedimentos de praxe. A captura encerra um ciclo de três anos em que o acusado tentou se esquivar das responsabilidades penais decorrentes da denúncia de abuso infantil. Agora, o preso será devidamente encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário para responder pelo crime de estupro de vulnerável conforme prevê a legislação vigente.






