A Mineração Santa Edwiges Extração e Britamento Ltda., ligada à família do presidente do PL no Rio de Janeiro, deputado Altineu Côrtes, registrou um crescimento de 517% nas operações entre 2023 e 2024. O avanço ocorreu no período em que o deputado estadual Douglas Ruas assumiu a Secretaria de Cidades do governo estadual.
Segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), a empresa movimentou R$ 15,6 milhões em 2023, pagando R$ 202,2 mil em impostos. Já em 2024, o volume saltou para R$ 96,5 milhões, com recolhimento de R$ 958,7 mil em tributos.
Empresa avançou no ranking estadual e nacional
Com o aumento das operações, a mineradora saiu da 28ª posição entre arrecadadoras do setor mineral no Rio de Janeiro para o 3º lugar no estado.
No ranking nacional da ANM, a empresa avançou da 683ª para a 161ª colocação. Nos anos anteriores, a companhia não aparecia entre os principais contribuintes do órgão.
Pedreira foi subcontratada em obras públicas
Segundo informações reveladas pelo jornal O Globo, a Santa Edwiges foi subcontratada pela construtora FP Vieira, vencedora de licitações da Secretaria de Cidades já durante a gestão de Douglas Ruas.
A mineradora vendeu cerca de R$ 4,9 milhões em materiais agregados, como brita, pedra e areia, utilizados em obras realizadas em São Gonçalo, base política de Altineu e Douglas Ruas.
Empresa pertence a familiares de Altineu
A pedreira funciona dentro da fazenda do pai do deputado, em São Gonçalo.
A empresa está registrada em nome de familiares de Altineu, incluindo:
- Marcelo Coutinho
- Ângela Coutinho
- Altineu Paesler Coutinho
- Davi Decat Coutinho
Também integra o quadro societário a empresa ACP Gestão Empresarial e Participações.
Altineu e Douglas Ruas negam irregularidades
Altineu Côrtes afirmou que o crescimento da empresa não tem relação com a nomeação de Douglas Ruas na Secretaria de Cidades.
Segundo o deputado, a expansão ocorreu após a saída da empresa Lafarge do Brasil, quando a família recebeu maquinários como parte de uma indenização, permitindo a ampliação da produção.
O parlamentar também declarou que os contratos ligados ao governo representam apenas uma pequena parcela das operações da empresa.
Douglas Ruas afirmou que o poder público não interfere na escolha de fornecedores das empresas contratadas pelo governo e que a responsabilidade pelas subcontratações cabe exclusivamente às construtoras.






