O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso nesta terça-feira (5) durante operação da Polícia Federal do Brasil que investiga fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.
A ação faz parte da quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de direcionamento de licitações e uso de empresas para movimentação de recursos ilícitos.
Paralelamente às investigações, dados da Justiça Eleitoral mostram que o parlamentar declarou um crescimento patrimonial de cerca de 700% em apenas dois anos. Em 2020, ao ser eleito vereador em Campos dos Goytacazes, informou possuir R$ 224 mil em bens. Já em 2022, ao se eleger deputado estadual, declarou R$ 1,9 milhão, incluindo participação em 18 postos de combustíveis.
Antes de ingressar na política, segundo apurações, Thiago Rangel trabalhava como motorista, com renda aproximada de R$ 1 mil. Ele já havia sido alvo de outra operação da PF, em 2024, que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A defesa do deputado não havia se manifestado até a última atualização.





