O início do ano letivo da rede estadual no Rio de Janeiro tem sido marcado por dificuldades para estudantes do Colégio Estadual Hilário Ribeiro, no bairro Fonseca, em Niterói. A escola está sem energia elétrica há mais de um mês, após o furto de cabos ocorrido em janeiro, o que compromete o funcionamento da unidade e impede a realização normal das aulas.
Localizada na Alameda São Boaventura, a escola permanece com parte das atividades prejudicadas enquanto a reposição da fiação prometida pelo governo do estado ainda não foi concluída.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc), o processo de reposição dos cabos teria sido iniciado ainda em janeiro, com prioridade para execução durante o período de férias escolares. Mesmo assim, semanas depois, o problema ainda não foi solucionado.
Falta de energia afeta funcionamento da escola
Sem energia elétrica, diversas atividades pedagógicas e administrativas foram afetadas, impedindo o funcionamento pleno da unidade e deixando alunos sem aulas regulares.
Em carta aberta enviada às famílias, a direção da escola explicou o impacto da situação para estudantes, professores e funcionários.
No comunicado, a gestão destacou que o furto comprometeu parte da estrutura da escola.
“Como é de conhecimento geral, infelizmente nossa unidade foi afetada pelo furto de cabos elétricos, situação que comprometeu parte da estrutura física, impactando o funcionamento pleno das atividades escolares”, diz o texto.
Apesar das dificuldades, a direção afirmou que tem buscado alternativas para minimizar os prejuízos pedagógicos enquanto aguarda a solução do problema.
“Desde o ocorrido, a gestão escolar tem adotado todas as providências cabíveis junto aos órgãos e autoridades competentes para que a situação seja resolvida com a maior brevidade possível”, informou a escola.
Problemas atingem outras escolas da rede estadual
O caso do Colégio Estadual Hilário Ribeiro não é isolado. Segundo informações, outras 11 unidades da rede estadual enfrentam dificuldades para iniciar o ano letivo.
Entre os problemas relatados estão falta de energia elétrica, ausência de água e falhas estruturais.
Além da escola em Niterói, foram registradas ocorrências em duas unidades na cidade do Rio de Janeiro e em municípios da Baixada Fluminense, como Belford Roxo, Nova Iguaçu, Mesquita, Duque de Caxias, Japeri e Queimados, além de uma escola em Itaguaí.
Repasse para carnaval gera críticas
Enquanto algumas escolas da rede estadual enfrentam dificuldades estruturais, o governo do estado autorizou neste ano o repasse de R$ 40 milhões em recursos públicos para a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), responsável pela organização dos desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro.
O repasse foi publicado no Diário Oficial e corresponde à maior parcela de recursos públicos destinada às agremiações no carnaval de 2026.
No mesmo período, unidades da rede estadual, como o Colégio Estadual Hilário Ribeiro, seguem aguardando soluções para problemas básicos, como o restabelecimento de energia elétrica após o furto de cabos ocorrido em 18 de janeiro.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) não havia informado quando a energia será restabelecida na escola de Niterói nem nas demais unidades afetadas.






