Governador Cláudio Castro terá que depor sobre o escândalo do Rioprevidência

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), pode ser convocado a prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (26) pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que quer esclarecimentos sobre os investimentos realizados pelo Rioprevidência no Banco Master.

Instalada no Senado Federal em meados de 2025, a CPMI apura irregularidades envolvendo recursos da previdência. Segundo o parlamentar, como o Rioprevidência é um fundo previdenciário estadual, os aportes feitos pelo governo do Rio devem ser analisados no âmbito da comissão, o que justificaria a convocação do governador para prestar esclarecimentos em Brasília.

Além de Cláudio Castro, Rogério Correia também solicitou a convocação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O chefe do Executivo brasiliense foi citado pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em depoimento à Polícia Federal. Segundo Vorcaro, Ibaneis teria se reunido com ele para tratar da possível aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Os requerimentos ainda serão analisados pelos integrantes da CPMI do INSS.

Investimentos do Rioprevidência e exoneração do presidente

Cláudio Castro tem evitado se manifestar oficialmente sobre o caso envolvendo o Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores inativos do Estado do Rio. Entre o primeiro e o segundo mandato do governador, o fundo aplicou aproximadamente R$ 1 bilhão no Banco Master, que acabou sendo liquidado extrajudicialmente em novembro.

Antes da liquidação, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já havia alertado sobre os riscos do investimento. As aplicações ocorreram durante a gestão de Deivis Marcon Antunes, então presidente da autarquia. Em dezembro, o TCE solicitou o afastamento imediato do dirigente.

Apesar disso, Deivis permaneceu no cargo até a última sexta-feira (23), quando foi exonerado por Cláudio Castro em edição extra do Diário Oficial. A defesa do ex-presidente do Rioprevidência afirma que a saída ocorreu a pedido, mas o ato publicado pelo governo não menciona que a exoneração foi feita “a pedido”.

As investigações seguem em curso e o caso pode ampliar a pressão política sobre o governo do Estado do Rio de Janeiro, especialmente no contexto da CPMI do INSS.

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