Mesmo diante de um cenário de segurança pública amplamente conhecido pela população do Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro decidiu investir R$ 49,6 milhões em uma avaliação externa do programa Operação Segurança Presente, medida que tem gerado questionamentos sobre prioridades e uso de recursos públicos.
A contratação foi realizada pela Secretaria Estadual de Governo, que firmou contrato com a Fundação Cesgranrio para conduzir um estudo técnico e independente sobre os impactos e resultados do programa. O acordo foi assinado no dia 23 de dezembro de 2025, na antevéspera do Natal, e ocorreu sem licitação, por meio de dispensa prevista na Lei nº 14.133/2021.
Contratação sem licitação levanta questionamentos
A legislação permite a contratação direta de instituições de pesquisa sem fins lucrativos, como a Cesgranrio — tradicionalmente conhecida por organizar concursos públicos e vestibulares. Ainda assim, o valor elevado do contrato chama atenção.
Segundo o governo estadual, a avaliação tem como objetivo mensurar a efetividade do Segurança Presente, subsidiando possíveis ajustes e expansões futuras do programa.
No entanto, críticos apontam que os resultados da política de segurança já são percebidos diariamente pela população, que convive com avanços pontuais e falhas estruturais no combate à criminalidade.
População questiona prioridade do gasto público
Para muitos contribuintes, o investimento milionário levanta uma questão central: é necessário gastar quase R$ 50 milhões para avaliar um programa cujos efeitos já são visíveis nas ruas? Em meio a demandas urgentes por mais policiamento, valorização de profissionais da segurança e investimentos diretos em prevenção, o contrato reforça o debate sobre prioridades da gestão estadual.
A decisão do governo Cláudio Castro reacende discussões sobre eficiência administrativa, transparência e responsabilidade com o dinheiro público, especialmente em um estado que enfrenta desafios históricos na área da segurança.






