A prisão e o afastamento do deputado Rodrigo Bacellar (União), determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, desencadearam uma crise na Alerj, afetando votações importantes e levando ao cancelamento das confraternizações de fim de ano.
Bacellar foi preso na Operação Unha e Carne, suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Zargun, que levou à prisão do ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. Embora os deputados tenham revogado a prisão, o afastamento da presidência permanece sem deliberação. O parlamentar pediu licença de 10 dias, cobrindo o restante dos trabalhos antes do recesso.
Festas canceladas
Diante do clima de instabilidade, eventos planejados por parlamentares e servidores foram suspensos. Uma festa que seria realizada no Campo de Golfe Olímpico, na Barra da Tijuca, foi cancelada, assim como uma confraternização de chefes de gabinete. A avaliação interna é de que não há clima para comemorações.
Votações travadas
A crise afetou diretamente a pauta da Alerj, que ainda precisa votar:
- autorização para o Rio aderir ao Propag,
- o orçamento de 2026,
- as contas do governador Cláudio Castro de 2022 e 2023.
Parlamentares admitem incerteza sobre a condução das últimas votações do ano e afirmam que o foco agora é reduzir danos e tentar retomar a normalidade até o recesso.






