A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) iniciou, na manhã desta segunda-feira (8), o processo que irá decidir se o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil) — presidente da Casa, preso na última semana — permanecerá detido ou poderá retornar ao mandato enquanto segue investigado. A etapa marca o primeiro passo do rito constitucional que transfere ao Parlamento a responsabilidade de confirmar ou derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A reunião prevista para sexta-feira (6) foi adiada depois que o colegiado concedeu à defesa o prazo regimental de 48 horas para apresentar manifestações. Nesta segunda, os membros da CCJ também devem escolher o relator que ficará responsável por elaborar o parecer a ser votado posteriormente pelo plenário.
A análise ocorre após a prisão de Bacellar no âmbito da Operação Unha e Carne, que apura suspeita de vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun para o ex-deputado TH Joias, acusado de atuar para a facção Comando Vermelho. A detenção provocou forte repercussão política e abriu uma crise interna sem precedentes na Alerj.
Participam da CCJ os deputados Rodrigo Amorim (União Brasil), Fred Pacheco (PMN), Chico Machado (Solidariedade), Luiz Paulo (PSD), Alexandre Knoploch (PL), Elika Takimoto (PT) e Carlos Minc (PSB), este último substituindo Vinícius Cozzolino.
A decisão final ficará a cargo do plenário da Alerj, que irá definir o destino imediato de Bacellar. O resultado deve impactar diretamente o cenário político do Rio de Janeiro.






