A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e uso de empresas e terceiros para esconder a propriedade de bens e valores.
Nesta etapa, os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A nova fase é um desdobramento da quinta etapa da operação, realizada em julho, que teve entre os alvos o pastor Márcio Poncio, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o então deputado estadual Rodrigo Bacellar, atualmente ex-parlamentar.
Celular apreendido levou a novos endereços
Segundo a Polícia Federal, a análise de informações extraídas de um celular apreendido com um dos investigados revelou novos endereços, estruturas empresariais e bens que podem ter sido utilizados para administrar e ocultar recursos financeiros.
As buscas desta quinta-feira ocorrem em salas comerciais apontadas como possíveis estruturas administrativas e operacionais do grupo, além de um imóvel residencial ligado a um dos principais operadores identificados na investigação. Os agentes procuram documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos de prova.
Investigação apura imóveis de luxo e empresas no exterior
De acordo com a PF, as apurações identificaram indícios de uma rede patrimonial que envolveria imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros. A suspeita é que os bens permanecessem sob o controle de integrantes da organização, apesar de estarem formalmente registrados em nome de outras pessoas.
Os investigadores também apuram movimentações frequentes de dinheiro em espécie, operações financeiras de difícil rastreamento e o uso de empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive em localidades com tributação favorecida.
Outra linha de investigação envolve a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários dos bens.
A Polícia Federal busca aprofundar o rastreamento dos recursos, esclarecer a participação dos investigados e reunir novas provas sobre o funcionamento do suposto esquema criminoso.





